Sem isolamento para presos, governo de SC faz transferências

Sem isolamento para presos, governo de SC faz transferências

Autoridades enfrentam resistência de municípios para criar penitenciárias com espaço para regime mais rígido de reclusão

Bruno Ribeiro - Enviado Especial, Jornal O Estado de S.Paulo

11 Outubro 2014 | 21h00

FLORIANÓPOLIS - Sem prisões adequadas para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), o governo de Santa Catarina faz uso de prisões federais para tentar isolar integrantes do Primeiro Grupo Catarinense (PGC) suspeitos de envolvimento com os atentados ocorridos fora dos presídios. O RDD é um tratamento de isolamento que restringe o contato entre os presos em um sistema mais rígido de reclusão.

Desde o início da atual onda de atentados no Estado, 19 suspeitos de integrar a facção já foram transferidos para uma prisão federal em Rondônia. Outros 40 presos estão confinados no Rio Grande do Norte.

O procurador-geral de Justiça de Santa Catarina, Lio Marcos Marin, explica que os detentos acusados pelos atentados são processados pelos novos delitos e têm o cumprimento da nova sentença determinado pela Justiça assim que condenados. “O Ministério Público Estadual catarinense montou, há cerca de um ano, um grupo especial apenas para atuar nos caos relacionados à execução penal”, diz o procurador. Assim, a punição para os integrantes de facções que continuam a agir de dentro dos presídios é ficar mais tempo presos.

Ministério Público Estadual e Defensoria atuam com o governo catarinense para a construção de um local que possa abrigar o RDD. Segundo as autoridades, uma das dificuldades é a escolha do lugar da prisão, uma vez que os municípios do Estado têm resistência em receber as unidades.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.