Sem lance, Maksoud deixa de ser leiloado

Quase 400 pessoas lotaram ontem o auditório do Fórum Rui Barbosa, na zona oeste de São Paulo, mas não houve interessados no leilão do Hotel Maksoud Plaza, um dos cinco-estrelas mais conhecidos da cidade. Com diárias que variam de R$ 275 a R$ 7,5 mil, o hotel foi penhorado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para pagar credores trabalhistas de uma empresa do empresário Henry Maksoud, a Hidroservice Engenharia. Às 10h40, o leiloeiro apresentou o imóvel de 7,3 mil m² e 22 pavimentos, mas ninguém ofereceu o lance mínimo de R$ 47,5 milhões. Segundo a Assessoria de Imprensa do TRT, um dos motivos que podem ter afastado os compradores é o fato de os proprietários do imóvel terem entrado com uma liminar na Justiça para suspender os efeitos do leilão - a decisão ainda não teve o mérito julgado. Henry Maksoud afirmou ao Estado que tentou evitar o leilão ao depositar, na manhã de ontem, o valor da dívida trabalhista - que, segundo ele, é de R$ 350 mil. A petição será analisada hoje pela 52ª Vara do Trabalho e pode evitar que novos leilões do Maksoud Plaza sejam realizados. "Todo o processo que levou a esse leilão está prenhe de ilegalidades", diz Maksoud. "O hotel vai continuar hoje, amanhã, até quando eu quiser, mesmo com essa truculência com que temos sido tratados."

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