Giovana Girardi/ Estadão
Giovana Girardi/ Estadão

Sem laudo de barragens, moradores não sabem quando voltam para casa

Barragens da Vale, em Barão de Cocais, e da ArcelorMittal, em Itatiaiuçu, seguem sob avaliação técnica e sem data prevista para divulgação de novos laudos

Leonardo Augusto, Especial para O Estado de São Paulo

12 Fevereiro 2019 | 20h00

BELO HORIZONTE - As barragens da Vale, em Barão de Cocais, e da ArcelorMittal, em Itatiaiuçu, que apresentaram risco de rompimento na sexta-feira, 8, seguem sob avaliação técnica e sem data prevista para divulgação de novos laudos de segurança, conforme informações das duas mineradoras.

Cerca de 500 moradores de Barão de Cocais, que foram retirados da área possivelmente atingida caso a barragem se rompesse, permanecem em hotéis e casas de parentes. Em Itatiaiçu, 116 pessoas de 32 famílias seguem hospedadas em hotel da cidade vizinha de Itaúna.

Um dos abrigados em hotel relatou ao Estado que a previsão é que fiquem no local por mais duas ou três semanas. Segundo afirmam, não voltarão mais para as casas em que viviam. Uma negociação, que poderá envolver a compra de moradia em outro local, pela empresa, ou indenização, deverá ser iniciada entre as partes.

Em Barão de Cocais, uma análise da represa sob risco de rompimento foi feita no domingo, 10, mas ainda não há resultado, segundo a mineradora. Em Itatiaiuçu, conforme a ArcelorMittal, "está em fase de contratação uma consultoria especializada para novos estudos". Também sem data para anúncio de conclusões.

A empresa disse ainda ter iniciado a retirada de animais de pequeno e grande porte do distrito de Pinheiros, a área evacuada na sexta-feira. "Em parceria com a Defesa Civil e equipe contratada de veterinários, estão sendo avaliados bovinos, equinos e suínos. Após os exames sobre saúde e condições de deslocamento, os animais estão sendo transferidos para um haras em Itatiaiuçu." 

Ainda segundo a empresa, "cães e gatos estão passando pelo mesmo procedimento e sendo levados para casas de acolhimento de animais". "A remoção de aves e peixes está em fase de avaliação sobre melhores alternativas para esta ação. As espécies requerem cuidados adicionais, como horário adequado do dia em função do calor e acondicionamento para o transporte." 

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