Sem luz e água, estudantes permanecem na Unicamp

Pelo menos 200 estudantes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) permaneceram até a noite desta quinta-feira no prédio da reitoria, apesar da determinação da universidade para corte de energia elétrica, água e telefone no local. Eles ocupam o prédio da reitoria da reitoria desde terça-feira e pedem melhorias nas casas da moradia estudantil, onde moram aproximadamente 1.200 alunos.Na audiência realizada pela manhã, na 1ª Vara da Fazenda Pública de Campinas, representantes da reitoria e advogado dos estudantes não chegaram a um acordo. Uma nova reunião foi marcada para a tarde de ontem. A Justiça determinou a suspensão da reintegração de posse conseguida pela universidade até o fim da reunião. Por volta de 15 horas, o encontro terminou sem que as partes entrassem em acordo. Os alunos pedem ainda a ampliação do conjunto para 1.500 vagas e consertos estruturais em casas do bloco B da moradia, danificadas com as chuvas intensas das últimas semanas e o direito de escolher os membros do Conselho Universitário (Consu). O reitor José Tadeu Jorge informou, por meio de comunicado, que pedirá um laudo sobre os problemas na moradia e que uma empresa será contratada para as obras, que terão prazo de conclusão até 18 de abril. A Unicamp informou que garantirá as condições de moradia de quem precisar ser realocado e que convocará um grupo de trabalho para as eleições da representação dos alunos no Consu. Ontem, os alunos invadiram a sala do conselho, atitude considerada "truculenta" pelo reitor. "Ainda estamos em negociação. Nada está decidido", afirmou Caio Matsui, membro do DCE.

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