Reprodução
Reprodução

Sem mais apelos, Islândia autoriza extradição de Hosmany

Equipe da Interpol está pronta para buscar cirurgião plástico, condenado a 43 anos de prisão no Brasil

Vannildo Mendes, O Estado de S. Paulo

26 de fevereiro de 2010 | 20h23

Uma equipe do escritório central da Interpol no Brasil, sediado em Brasília, está pronta para ir buscar na Islândia o cirurgião plástico Hosmany Ramos, cuja extradição foi autorizada hoje, sem mais chances de apelação, pela Suprema Corte daquele país. A Polícia Federal informou que um delegado e um agente seguirão para a capital islandesa, Reykjavic, tão logo recebam o comunicado formal daquele país, que deve ser repassado nos próximos dias por intermédio do Itamaraty.

Condenado a 43 anos no Brasil por homicídios, sequestros e roubos, entre outros crimes, Hosmany foi preso em agosto de 2009 na Islândia com passaporte falso do irmão morto, quando tentava embarcar para o Canadá. Ele estava preso desde 1981 e cumpria pena no interior paulista. Beneficiado por um indulto de Natal no fim de 2008, ele fugiu do país.

Na Islândia, os policiais brasileiros se encontrarão com os representantes locais da Interpol para os procedimentos formais de entrega do preso, que será trazido ao Brasil em voo de carreira, com escala na França. Por norma de segurança internacional, ele viajará algemado.

O secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, informou que a decisão atende à expectativa do governo brasileiro, que enviou toda a documentação exigida pela legislação internacional e, desde o início, teve total colaboração das autoridades islandesas.

 

Ele disse que a logística do traslado do preso não é difícil, mas os detalhes do roteiro serão mantidos em sigilo por razões de segurança. Hosmany deve voltar para o mesmo presídio de onde fugiu, mas a defesa vai recorrer para que ele cumpra o restante da pena em Tocantins, sua terra natal.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.