Sem previsão de chuvas, veranico continua em São Paulo

O inverno atípico continua na cidade de São Paulo. Nesta terça-feira, 8, a temperatura máxima na cidade chegou a 29,3 graus e a mínima não passou dos 15,3 graus, no Mirante de Santana, na zona norte, de acordo com a Climatempo. "São temperaturas acima dos padrões do inverno", disse o meteorologista da empresa, Marcelo Pinheiro. Com o aumento da temperatura, a umidade do ar não passou dos 28%, caracterizando estado de atenção, segundo estabelece a Organização Mundial de Saúde. E a situação não deve melhorar tão cedo. "Nada de chuva por enquanto", disse Pinheiro, ressaltando que a temperatura deve diminuir um pouco entre quinta, 10, e sexta-feira, 11, com a passagem de uma frente fria, mas que o calor volta no fim de semana. "Haverá um aumento da umidade na noite de quinta-feira, com a passagem de uma frente fria sobre o oceano. Mas ainda não há previsão de chuva".A previsão para esta quarta-feira, 9, é de que os termômetros batam os 30 graus em São Paulo, com tempo firme e sol forte na cidade. Segundo Pinheiro, a umidade deve ficar entre os 20% e 30%.QueimadasO dia de sol calor, nesta terça-feira, 8, fez baixar a umidade relativa do ar e favoreceu o surgimento de focos de queimadas em todo o País. Os satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registraram 477 focos, a maioria na região norte. O Estado do Pará teve 127 pontos de incêndios, seguido do Mato Grosso, com 87, e Rondônia, com 62. Na região sudeste, o Estado de Minas Gerais registrava 33 incêndios; o Paraná tinha 12, Rio de Janeiro e São Paulo tinham 6. Entra em vigor nesta quarta-feira, 9, a proibição da queima da palha de cana-de-açúcar, determinada pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado, nas regiões de Ribeirão Preto, Araraquara, São José do Rio Preto e Barretos. Nesta terça, havia canaviais em chamas na região de Araraquara, onde a umidade relativa do ar era de 23%. A fumaça se acumulava na linha do horizonte. Em Sorocaba, o Corpo de Bombeiros atendeu quatro chamados para apagar queimadas de médio e grande portes. Uma delas consumiu vasta área de vegetação no distrito de Brigadeiro Tobias. O calor fez aumentar o consumo de água em Marília e Itu, cidades onde os reservatórios estão com nível baixo. Os 230 mil moradores de Marília já convivem com o rodízio. (Colaborou: José Maria Tomazela)

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