Sem recursos financeiros, União da Ilha fala sobre infância

Um dos carros alegóricos mais aplaudidos tinha uma mesa gigante de pebolim, onde foliões desempenhavam a função de jogadores

Fábio Grellet e Thaise Constancio, O Estado de S. Paulo

04 de março de 2014 | 00h51

RIO - Sem grandes recursos financeiros, a União da Ilha decidiu brincar literalmente no carnaval: trocou o luxo, a suntuosidade e os recursos tecnológicos por fantasias e alegorias simples, mas de fácil compreensão. A escola exaltava a infância fazendo referência aos mais variados tipos de brinquedos e heróis.

A rainha da bateria, Bruna Bruno, apresentou-se fantasiada como Mulher Maravilha. Um dos carros alegóricos mais aplaudidos tinha uma mesa gigante de pebolim, onde foliões desempenhavam a função de jogadores. Os brinquedos foram apresentados conforme uma linha evolutiva: dominó e pião foram os primeiros, seguidos por bonecas de porcelana, soldadinhos de chumbo, cavalos de pau e ursos de pelúcia.

Depois vieram brinquedos que exigem tecnologia, como fliperama e videogame, além de heróis de histórias em quadrinhos e desenhos animados, como He-Man e She-ra.

Sem chance de concorrer ao título, mas também longe de ser rebaixada, a escola evoluiu corretamente, e os foliões cantaram o samba, um dos melhores da safra. Ao final, sem risco de exceder o limite de 82 minutos para o fim da exibição, a bateria ainda permaneceu fazendo uma apresentação de dois minutos na parte final da pista.

Tudo o que sabemos sobre:
Carnaval 2014RioUnião da Ilha

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.