Sem tarimba, mas com missões cada vez mais estratégicas

O espaço político conquistado pelos suplentes dentro do Senado se tornou inversamente proporcional à quantidade de votos necessária para que ganhassem um mandato. Nos últimos anos, graças ao alinhamento político com o governo federal e os partidos majoritários, os suplentes têm ocupado cargos estratégicos que dificilmente poderiam pleitear sem ter força eleitoral expressiva.

Análise: Leandro Colon e Marcelo de Moraes, O Estado de S.Paulo

18 de julho de 2010 | 00h00

O senador Paulo Duque (PMDB-RJ), segundo suplente do atual governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), foi indicado em 2009 para presidir o Conselho de Ética da Casa. Essa nomeação foi peça-chave para garantir, por exemplo, o arquivamento dos pedidos de abertura de investigação contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Na formação da CPI da Petrobrás, o governo nomeou para presidi-la o petista João Pedro (AM), suplente do então ministro Alfredo Nascimento. Com um aliado no comando da CPI, o governo sabia que dificilmente a oposição teria desenvoltura para provocar estragos políticos.

Outros suplentes, como o mineiro Wellington Salgado (PMDB), têm garantido espaço como integrante de tropas de choque de defesa de aliados importantes como Sarney ou o senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

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