Sem-terra ajudam na busca por dinheiro roubado na BA

A polícia baiana recebeu na tarde desta segunda-feira a promessa de ajuda dos integrantes do acampamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) na região na localização de pessoas que teriam participado do saque de um bimotor da Bahia Táxi Aéreo, que caiu em uma fazenda de Maracangalha, distrito de São Sebastião do Passé (BA), a 58 quilômetros de Salvador.Um dos coordenadores do acampamento do MST na região - que fica a cerca de 300 metros do local onde caiu o avião -, Aquiles Jesus dos Santos, compareceu à delegacia e ofereceu ajuda aos policiais na localização de possíveis saqueadores do avião. De acordo com ele, cerca de 15 famílias abandonaram a área depois da queda do bimotor."Se alguém do acampamento fez isso, a gente precisa se mobilizar para que nossa imagem não seja arranhada", afirma.Segundo Santos, porém, ele não sabe o nome das pessoas que saíram da invasão. "A gente tinha chegado ali no domingo e o avião caiu na quarta-feira. Ainda não tínhamos começado a fazer o censo de quem estava ali", afirma. "Mas vamos tentar juntar informações para localizar os que fugiram". Ele diz que há atualmente 26 famílias morando no acampamento.PrisõesNo domingo, a polícia prendeu dois suspeitos de de se passar por policiais para extorquir supostos ladrões do dinheiro. Cleonilton da Silva Ribeiro, 28 anos, e Robertson Alves dos Santos, 27, foram presos quando andavam de moto no centro de Maracangalha, durante uma blitz. A polícia descobriu que o veículo em que estavam era irregular e que Ribeiro carregava uma pistola, de numeração raspada. A arma causou desconfiança entre os agentes. "Uma pistola dessas em Maracangalha?", surpreendeu-se a delegada Glória Isabel. "Acredito que eles estavam sondando a área para atacar mais tarde".Os detidos negam participação nas sessões de tortura a que muitos habitantes da comunidade foram submetidos depois que o avião caiu e o dinheiro que transportava (R$ 5,56 milhões) foi saqueado. De acordo com Ribeiro, ele trabalha como segurança e usa a arma para se defender. Já Santos afirma que apenas tinha pegado uma carona com o segurança para visitar um amigo. Com os suspeitos, foram encontrados R$ 26, US$ 11 e 10 dólares de Hong Kong.

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