Sem-terra ocupam propriedades em Bauru

Duas propriedades rurais localizadasentre Bauru e Pederneiras foram ocupadas hoje por 130famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).O objetivo é pressionar o Instituto Nacional de Colonização eReforma Agrária (Incra) a promover novos assentamentos naregião. Logo pela manhã de hoje, os sem-terra partiram da regiãodo horto florestal de Pederneiras, marchando para as novas áreas localizadas na região do Jardim Chapadão, na zona leste deBauru. A maior parte dos sem-terra faz parte de um grupo que háum ano partiu de Sumaré e Campinas e ocupou uma parte do antigohorto florestal da Companhia Paulista de Estradas de Ferro,localizado em Bauru e hoje arrendado por 25 anos à companhia decelulose do Grupo Votorantim. A arrendatária conseguiu areintegração judicial de posse e as barracas foram montadas namargem da rodovia SP-225 - divisa entre Bauru e Pederneiras - eali permaneceu por meses reivindicando assentamentos na região. Outros grupos também estiveram ocupando parte do horto eforam retirados judicialmente, mas, segundo levantamentos feitosno local, parte da área que pertenceu à ferrovia e na suadissolução foi destinada à reforma agrária, ainda no governoCovas, hoje sofre a invasão de posseiros por falta deprovidências do governo do Estado para a sua destinação final. A presença dos sem-terra em Bauru causa preocupação.Principalmente depois que um grupo deles ocupou a históricaFazenda Val de Palmas, em 1999 e, antes de sair, causou danos,matando bovinos, incendiando casas e levando móveis e utensíliosque deveriam fazer parte de um museu sobre a colonização daregião.

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