Sem-teto invadem conjunto residencial administrado pela CEF

Cerca de 70 famílias ligadas ao Movimento de Luta pelo Teto (MLT) ocuparam na manhã desta terça-feira, 7, o Conjunto Residencial Bajado, em Olinda, administrado pela Caixa Econômica Federal (CEF). Com 160 apartamentos distribuídos em 10 blocos, o conjunto teve as obras paralisadas devido a uma ação judicial - em tramitação - para comprovar falhas na construção pela construtora responsável. Abandonado, o conjunto está sem fiação elétrica, sem portas nem janelas. Em nota oficial, a Caixa Econômica informou que iria impetrar ação judicial de reintegração de posse do imóvel ainda nesta terça."Vamos até às últimas conseqüências", garantiu o coordenador do MLT, Valdemiro dos Santos, ao informar que as famílias estão dispostas a lutar pela moradia. "Os prédios estão abandonados há anos e nunca deram uma solução", afirmou. Na sua avaliação, a ocupação conta com o apoio das comunidades vizinhas porque, com as obras suspensas, o local vinha servindo de ponto para prostituição e tráfico de droga. "A nossa presença afasta a violência".Segundo ele, as famílias sem-teto que invadiram o conjunto ocupam áreas de risco na periferia de Olinda e do Recife. Vivem de aluguel ou em casas de parentes. O MLT rebatizou o nome do conjunto residencial de Bajado (artista plástico olindense) para Josué de Castro - sociólogo que combateu a fome e o desnível social. A Caixa não informou o nome da construtora responsável pela construção.Fundado há quatro anos, de acordo com Santos, o MLT tem outras três áreas ocupadas - duas no município metropolitano de Paulista e uma no bairro de Tejipió, no Recife. Durante a tarde, os invasores se ocupavam em fazer gambiarras. "Quando a noite chegar, não ficaremos no escuro", afirmou Valdemiro.

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