Sem-teto invadem fábrica desativada em SP

Cerca de 200 famílias do Movimento Nacional da Luta por Moradia (MNLM) invadiram, por volta da meia-noite de sexta-feira, uma fábrica desativada na altura do 1.880 da Avenida Presidente Wilson, na Mooca, zona leste de São Paulo. Segundo um dos líderes da executiva do movimento, Antônio José Araújo, a invasão ocorreu por uma questão de "segurança". Os sem-teto estavam havia um ano e seis meses alojados em um prédio na frente da fábrica invadida, no número 1.877, uma antiga instalação da Polícia Civil. Segundo ele, o prédio foi cedido aos sem-teto em 1999 pelo então governador Mário Covas, mas atualmente vinha mostrando sinais de que iria desabar. A fábrica invadida pertencia à empresa Mangels, fabricante de botijões de gás. "Invadimos esta fábrica abandonada porque o teto de onde estávamos está caindo" disse Araújo. Durante a invasão- que durou duas horas - os sem-teto mantiveram como refém um segurança da fábrica. O rapaz foi liberado duas horas depois, sem nenhuma lesão. A PM e a alguns seguranças particulares da fábrica passaram a manhã de hoje na frente do local da invasão, mas não tinham nenhuma ordem para retirar os sem-teto. Uma reunião foi marcada para o dia 11 com representantes da Caixa Econômica Federal.

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