Sem-teto realizam manifestações para reivindicar moradias

Os sem-teto iniciaram na manhã desta quarta-feira, 11, um dia de protesto, organizado pelos movimentos de moradias populares de todo o Brasil. Eles reivindicam maior agilidade no repasse de verbas federais para construção de imóveis populares, a construção de 150 mil casas por ano, a urbanização de favelas e a criação de um fundo estadual e um conselho para gerenciar as verbas, com a participação dos movimentos sem-teto. Em São Paulo, a manifestação começou na noite de terça-feira noite, com invasão de imóveis e caminhada. No meio da manhã, os grupos se reuniram na Praça da Sé. Durante toda manhã cerca de 70 integrantes do movimento sem-teto ficaram acampados em frente ao prédio da Caixa Econômica Federal. No centro, os sem-teto fizeram uma caminhada até a Rua Rangel Pestana. Eles querem a desapropriação de um prédio, que seria de propriedade do INSS. Na Avenida Cásper Líbero, um grupo tentou entrar à força em um prédio abandonado, mas foi impedido pela polícia. Já na Praça Roosevelt, os sem-teto ocuparam um prédio por uma hora, até a chegada da tropa de choque. Segundo informações da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), até o início da tarde, o grupo estava próximo ao prédio da Prefeitura, no viaduto do Chá. Em Caieiras, na região metropolitana, dois prédios particulares foram ocupados e no Jardim Sapopemba, na zona leste, houve tentativa de invasão de um terreno. Outros Estados No Recife, a mobilização dos sem-teto começou no início da manhã. Avenidas importantes da capital pernambucana foram interditadas e muita gente teve que terminar o percurso até o trabalho a pé. O grupo queimou pneus e pedaços de madeira. Em alguns locais, quase houve confronto com a Polícia Militar, segundo informações do Jornal Hoje. Em Brasília, cerca de 150 sem-teto acamparam em frente ao Ministério das Cidades. Eles reivindicam melhores mecanismos de acesso a financiamentos de moradias e mais recursos para a habitação. Pela manhã, centenas de sem-teto fizeram uma manifestação em frente ao Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, para cobrar do governo a realização de programas de habitação popular. De acordo com a União Estadual por Moradia Popular, a coordenação dos sem-teto pede uma reunião com o governador Aécio Neves. Entre as reivindicações dos manifestantes estão a regularização fundiária de conjuntos populares, a participação na elaboração de políticas públicas nas questões urbanas, além de parceria com o governo estadual para garantir infra-estrutura na construção de moradias populares com recursos já conquistados junto ao governo federal. Para o período da tarde, estava prevista uma caminhada da Praça da Liberdade até a Assembléia Legislativa, onde os sem-teto vão se encontrar com os representantes do Movimento dos Atingidos por Barragens.

Agencia Estado,

11 Abril 2007 | 15h26

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