Sem-teto saem acorrentados de prédio invadido no RS

Dezoito pessoas saíram acorrentadas umas às outras de um prédio invadido no centro de Porto Alegre para protestar contra a reintegração de posse dada pela Justiça ao proprietário do edifício e contra o aparato policial montado para a operação de despejo, nesta sexta-feira, 23. Outras 61 pessoas, inclusive 19 crianças, também deixaram o local, mas não amarraram suas mãos. O grupo completo marchou por algumas ruas centrais e foi acampar na Praça Montevidéu, em frente à prefeitura.O prédio de sete andares pertence a uma empresa de investimentos imobiliários e é o mesmo que o Primeiro Comando da Capital (PCC) havia usado como base para escavar um túnel para roubar o Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) e a Caixa Econômica Federal, num plano que a Polícia Federal frustrou em 1º de setembro do ano passado. Os sem-teto querem que governo federal desaproprie o imóvel para usá-lo em programas de moradia popular, explicou um dos líderes do movimento, Ezequiel Morais.O subcomandante geral da Brigada Militar, coronel Paulo Mendes, disse que a operação foi feita segundo as normas técnicas para reintegrações de posse. A Brigada Militar colocou 150 policiais no entorno do prédio e pediu ajuda à Empresa Pública de Circulação e Transporte (EPTC), que deslocou 110 agentes para a área. A interrupção do tráfego de veículos em 11 ruas e da passagem de pedestres em mais duas ruas tumultuou o centro da capital gaúcha das 6 horas às 10h30min com grandes engarrafamentos. Muitas pessoas chegaram atrasadas ao trabalho e um centro de saúde teve de suspender os atendimentos. As 36 famílias de invasores saíram sem oferecer resistência.

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