Sem-teto são removidos de prédio em risco em SP

A Secretaria Municipal da Habitação removeu hoje 42 famílias sem-teto para um antigo hotel naAvenida São João, no centro da cidade. Elas foram despejadas de um prédio na Avenida Brigadeiro Tobias, ocupado por dois anos. A reintegração foi determinada pela Justiça, após laudo apresentado pelos proprietários do edifício constatando riscosna estrutura.A mudança começou cedo. De vans e caminhões, as famílias transportavam móveis e sacolas de roupas para nova moradia. A desempregada Julia Souza Silva, de 32 anos, ficou com dois cômodos no quarto andar. Com seus três filhos, ainda pequenos, Julia disse que temia ser transferida para um albergue. "Aqui será maravilhoso; estou perto de tudo."Com uma renda mensal de R$ 380, a diarista Maria Julia, de 26 anos, disse que pretende economizar e comprar a própria casa. As famílias podem ficar no local por um ano. Esse é o prazo estipulado pela Prefeitura - que arcará com as despesas doaluguel. "Vou aproveitar esse tempo para juntar dinheiro e comprar um canto para mim e meus quatro filhos."Para a coordenadora do Movimento Sem-Teto do Centro, Elisângela de Fátima da Siva, 26 anos, esse é o caminho para acomodar a população carente. "Não podemos ser levados paraqualquer lugar; queremos um plano para comprarmos nossas próprias casas."A diretora do Habicentro da secretaria, Carolina Pozzi de Castro, disse que a medida faz parte de um programa da Prefeitura para remover moradores das áreas de risco. Até agora foram atendidas 144 pessoas, de 64 famílias. Elas foram transferidas de locais como viadutos para hotéis e casas. Osimóveis são locados pela Administração - que não revela o montante investido. Segundo Carolina, a cidade tem cerca de 150 viadutos servindo de moradias para aproximandamete 5.600pessoas.

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