Sem tropeço e com simpatia de aeromoça

Já com audiência de horário nobre, as entrevistas são desafio não só para candidatos, mas também para o jornalismo: encontrar o ponto certo, não ser acusado de favorecimento.

Carlos Melo, O Estado de S.Paulo

10 de agosto de 2010 | 00h00

De resto, a ansiedade de todo o início; assim, também casal-âncora parecia ansioso. Ainda assim, não deu fôlego à candidata, padrão que deve se repetir nas próximas entrevistas.

A expectativa sobre Dilma é grande. Há meses, apostava-se num tropeço; no descontrole. O fato político é que isto ainda não ocorreu.

Dilma Rousseff surgiu com sorriso e simpatia de aeromoça. Andou, no entanto, no fio da navalha: orgulha-se do presidente Lula, mas mantém identidade; não "maltrata", apenas buscou "fazer com que o Brasil se esforce". Sócia do presidente, é "mulher firme" e exigente. Quanto aos aliados, foram eles que convergiram ao governo, não o contrário. O PT errou e aprendeu.

A promessa é "dar continuidade, sem repetir". Avançar. A "candidata de Lula" foi, enfim, formalmente apresentada.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.