Senado aprova projeto que permite criação de guardas municipais

Pela proposta, ficam mantidas as restrições quanto ao uso de armas de fogo; texto segue para sanção presidencial

Ricardo Brito e Débora Álvares, O Estado de S. Paulo

16 de julho de 2014 | 22h15

BRASÍLIA - O Senado aprovou na noite desta quarta-feira, 16, o projeto de lei que permite que municípios brasileiros criem uma guarda municipal, mantendo, contudo, restrições quanto ao uso de arma de fogo previstas no Estatuto do Desarmamento.

De acordo com a norma, o uso está condicionado a três hipóteses: a capitais dos Estados e municípios com mais de 500 mil habitantes e nas cidades com população entre 50 mil e 500 mil ou em municípios que integram regiões metropolitanas, quando os guardas estiverem em serviço.

Já avalizado por deputados, o texto segue para sanção presidencial. Os senadores se posicionaram favoráveis a criar o chamado Estatuto Geral das Guardas Municipais, proposto pelo deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP).

Conforme o estatuto, o uso de arma de fogo será suspenso em razão de restrição médica, decisão judicial ou justificativa da adoção da medida pelo dirigente da guarda.

A proposta aprovada determina que o efetivo das guardas terá limites de acordo com o tamanho da população. Em municípios com até 50 mil habitantes, o efetivo de guardas pode ser de 0,4% da população. Nas cidades com populações entre 50 mil e 500 mil habitantes, esse porcentual cai para 0,3%, desde que não inferior à regra anterior. Nos municípios com população superior a 500 mil habitantes, o índice será de 0,2%, também não podendo ser menor que na regra anterior. 

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