Senado chama ex-chefe da Previ para depor

CCJ também convidou o ex-gerente que acusou o fundo de ser 'fábrica de dossiês'

Rosa Costa / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

12 de agosto de 2010 | 00h00

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) convidou ontem o ex-presidente da Previ Sérgio Rosa para depor sobre a suposta fábrica de dossiês montada no fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil. Também foi convidado Gerardo Xavier, ex-gerente de Planejamento do fundo.

Segundo declarações do ex-gerente à revista Veja, foram alvos do esquema o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, o deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA) e o senador Heráclito Fortes (PI), do DEM.

"Sérgio Rosa chefiava uma quadrilha, produzindo dossiês nojentos e vorazes, aproveitando-se do cargo de presidente do Previ", acusou a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), autora do pedido de convite, lembrando que o fundo movimenta mais de R$ 140 bilhões e investe nas 90 maiores empresas do País.

"Não pode haver apenas reprimenda pública para esses criminosos, como se fossem meninos pichadores, porque se trata de homens barbados, formadores de quadrilha", disse o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), referindo-se ao caso de 2006, quando assessores do PT compraram um dossiê para prejudicar a campanha de Serra ao governo paulista.

Questionada sobre o convite ao ex-presidente da Previ, a presidenciável Dilma Rousseff (PT) disse repudiar qualquer vínculo entre sua campanha e denúncias ligadas a supostos dossiês contra adversários políticos. "Eu repudio completamente essas tentativas de levar esse tipo de problema para a minha campanha. Só serve para embaralhar."

De acordo com a petista, "as pessoas que acusarem esta campanha de qualquer coisa inadequada, sem esclarecimentos e provas, vão passar para a história como caluniadores e difamadores". "Não vou comentar procedimentos que ocorreram em campanhas alheias no passado."

Procurador-geral

Por iniciativa do senador Pedro Simon (PMDB-RS), foi aprovado requerimento encaminhando as denúncias ao procurador-geral da República para que abra investigação paralela ao trabalho da CCJ.

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