Senado não encontra solução para crise de segurança no Rio

A Subcomissão Permanente de Segurança Pública do Senado tentou, mas não conseguiu chegar a nenhuma solução contra a crise de segurança no Rio de Janeiro. E o que se teve nesta segunda-feira, durante mais de quatro horas de audiência, foi o prefeito César Maia repetindo suas propostas contra a violência no Estado enquanto o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, relacionava todos os programas, medidas e idéias oriundas da sua pasta.O representante da governadora Rosinha Matheus, o subsecretário de segurança pública, delegado Marcelo Itagiba, saiu depois de ouvir o longo arrazoado de Bastos, sem dar entrevistas. Por não aceitar a substituição, a subcomissão nem mesmo o chamou para sentar-se à mesa dos depoentes.De concreto, só teve mesmo o protesto dos policiais federais que estão em greve. Cerca de 50 deles ficaram de costa para os depoentes e quando Thomaz Bastos começou a falar das dificuldades para fechar um acordo com as categorias, puseram-se a dizer ?é mentira, é mentira?. Só se calaram depois da repreensão do presidente da Comissão de Constituição e Justiça, senador Edison Lobão (PFL-MA). Já os parlamentares presentes, aproveitaram a ocasião para divulgarem suas idéias sobre segurança pública.Para César Maia, a segurança pública deveria ser uma política de Estado e não mais de governo. ?Não é possível combater o crime organizado com políticas de curto prazo?, alegou. O prefeito também pediu a presença das forças armadas nas principais vias de acesso à cidade, como as Linhas Vermelha e Amarela, em prontidão permanente, como forma de intimidar o crime. Segundo ele, isso deveria ser feito por efetivos preparados e não por recrutas.O ministro da Justiça, citou as principais iniciativas do Plano Nacional de Segurança Pública. Segundo ele, serão construídos cinco presídios federais com mil vagas no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Bastos falou ainda da contratação de 500 guardas penitenciários federais, além de defender, entre outras coisas, a adoção de penas alternativas no País. O ministro disse que deixou de repassar recursos para o Rio de Janeiro devido à falta de contrapartida do Estado. Ele elogiou a ?Operação Suporte? da Polícia Federal, cuja escuta telefônica teria possibilitado a ação policial na favela da Rocinha.

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