Senado veta concurso e hora extra de chefias

O Senado Federal anunciou ontem medidas para tentar reduzir seus gastos com pessoal. A Casa suspendeu um concurso público previsto para este ano e acabou com o pagamento de horas extras a servidores com cargo de direção. Não se informou, porém, qual a economia que trarão essas medidas. Elas foram oficializadas em reunião da Mesa Diretora após a posse de Doris Marize Peixoto como diretora-geral.

Eduardo Bresciani, O Estado de S.Paulo

11 de fevereiro de 2011 | 00h00

Doris é ligada ao presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP) e foi chefe de gabinete de sua filha, Roseana (PMDB). Ela respondia desde 2009 pela Secretaria de Recursos Humanos da Casa, cujos gastos dispararam em 2010.

Reportagem do Estado mostrou que os gastos com pessoal em 2010 cresceram 14,5% em relação a 2009. Para este ano, o Orçamento do Congresso prevê crescimento de 11,7% nessas despesas. Os gastos com pessoal estão previstos em R$ 2,834 bilhões, mais de 80% da estimativa total de despesas da Casa.

Sarney afirmou que o objetivo das medidas é acompanhar os cortes do Executivo.

Segundo o primeiro-secretário, Cícero Lucena (PSDB-PB), o concurso, que criaria mais 180 vagas, foi suspenso porque a Casa ainda não aprovou sua reforma administrativa. "Não temos ideia de como ficará a

administração depois da reforma", disse.

O Senado divulgou que 188 funcionários perderão o direito a hora extra. O ato que trata do tema, porém, prevê alguma compensação sobre as horas trabalhadas além do expediente. A Casa prometeu ainda fechar a torneira dos gastos com funcionários terceirizados.

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