Waldemir Barreto/Agência Senado/Divulgação
Waldemir Barreto/Agência Senado/Divulgação

Senador propõe projeto que obriga presos a trabalharem e endurece pena

'Presídios estão transformados em creches', diz Reditario Cassol, que defendeu uso de chibatadas

Rosa Costa, Agência Estado

11 Outubro 2011 | 18h15

BRASÍLIA - O senador Reditario Cassol (PP-RO) voltou nesta terça-feira, 11, à tribuna para pedir apoio a seu projeto de lei que acaba com o auxílio-reclusão, aumenta os prazos das penas e do tempo para obtenção da liberdade condicional. Entre outros pontos, o projeto também obriga os condenados a trabalhar para reparar o dano causado à vítima e para ressarcir os custos com a sua manutenção na cadeia.

Na semana passada, o senador defendeu a adoção de chicotadas em presos que se recusarem a trabalhar enquanto estiverem cumprindo a pena. Reditario Cassol é pai e suplente do ex-governador de Rondônia Ivo Cassol, que está licenciado.

Reditario entende que no Brasil "os criminosos estão sempre rodeados de direitos humanos". "A coisa nos presídios, nas cadeias, era severa, não era como hoje, em que os presídios estão praticamente transformados em creches", comentou.

Hoje ele agradeceu "ao povo brasileiro as milhares de manifestações" que disse estar recebendo pela sua proposta de acabar com os benefícios concedidos aos presos. O senador diz entender que não há mais lugares seguros no Brasil desde o início deste século. "Não se trata apenas de falta de política pública, seja na área social ou na área de segurança pública. Os criminosos não se intimidam mais", criticou.

Ele disse, ainda, ter presenciado o relato de promotores e juízes que se envergonham de exercer sua profissão, "porque prendem um bandido hoje e amanhã este já está solto". E avançou, dizendo que "os bandidos ainda zombam da cara do juiz, do promotor, do delegado, numa total falta de respeito com as nossas autoridades".

Mais conteúdo sobre:
SenadoReditario Cassolpresídio

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.