Senadora propõe campanha radical contra turismo sexual

A presidente da CPI da Prostituição Infantil, senadora Patrícia Saboya (PPS/CE), defendeu a realização de campanha ?radical? para combater o turismo sexual no Brasil. A dois dias do início do carnaval, a senadora pediu prisão de estrangeiros que venham ao Brasil em busca de sexo com menores de idade, assim como de brasileiros com as mesmas intenções. Sugere também a prisão de agenciadores que ficam nas praias e bares com ?cardápio? de fotos de mulheres e meninas de programa e pregou até o fechamento de hotel envolvido em turismo sexual.O Brasil perde com o turismo sexual. , garante a senadora. Este tipo de turismo não gera emprego ou renda, pondera asenadora. Já o turista interessado no artesanato e na cultura brasileira gasta mais dinheiro por aonde passa. ?Queremos turismo saudável.? Ela contou que os ministérios da Justiça e do Turismo em parceira com a CPI montam uma campanha permanentecontra a exploração sexual. A campanha, segundo a senadora, deve radicalizar e mostrar o que acontece no País, inclusive infomando que 90% dos casosde abuso sexual ocorrem dentro de casa. A senadora observa que o abuso não é um problema exclusivo de famílias pobres,ocorre em todas as classes sociais. ?O que tenho visto é tão grave, cruel, abominável.? À frente da CPI, a senadora conheceu 800 denúncias de exploração e abuso sexual de menores. A comissão, que funcionará até junho, escolheu 15 casos simbólicosabrangendo todas as regiões do País e tráfico internacional para apresentar no relatório final. Por enquanto, a senadora preferenão detalhar os casos. A senadora informa que boa parte das observações do relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a prostituiçãoinfantil, divulgado anteontem, coincide com a radiografia já feita pela CPI. As redes de tráfico sexual estão se profissionalizando, enquanto a Justiça é morosa e no País impera a impunidade de crimes sexuais.

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