Senadores cobram mobilização

Homenageados pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), que lançou ontem manifesto pela ética na política, senadores integrantes da frente suprapartidária de combate à corrupção cobraram mobilização, especialmente de estudantes e trabalhadores, em favor das medidas adotadas pela presidente Dilma Rousseff. Atos públicos contra a corrupção acontecerão hoje em todo o País.

Luciana Nunes Leal / RIO, O Estado de S.Paulo

07 Setembro 2011 | 00h00

Os dez senadores da frente estiveram no Rio para o lançamento do manifesto, que anunciou "apoio incondicional às medidas de combate à corrupção levadas a cabo pela presidente".

Para o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) falta a mobilização de algumas instituições: "A gente não vê uma declaração da UNE, da CUT, da Força Sindical. As instituições da sociedade civil que lutaram pelas diretas e tantas coisas da redemocratização parecem alienadas", disse.

O senador Pedro Taques (PDT-MT) concorda com essa avaliação. "A UNE, a CUT não estão debatendo a corrupção. É importante debatermos crise internacional, programas governamentais, um novo financiamento para a saúde. Mas não adianta debatermos só isso, porque o dinheiro vai ser roubado", afirmou.

Presidente da Força Sindical, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) disse que a central não discutiu medidas de apoio às ações anticorrupção porque eles estão "muito preocupados com questões trabalhistas que ainda não aconteceram no governo".

A assessoria de imprensa da UNE informou que divulgará hoje uma Carta dos Estudantes Brasileiros em que abordará vários temas de interesse do País. O Estado não teve resposta da CUT até o fechamento desta edição.

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