GIULIANO GOMES
GIULIANO GOMES

Senadores petistas e tucanos trocam acusações

Líder governista cobrou PSDB, Richa e Aécio; Aloysio Nunes saiu em defesa do colega: ‘Não há inocentes neste caso’

Isadora Peron, BRASÍLIA

30 de abril de 2015 | 21h33

BRASÍLIA - A ação no Paraná também motivou um confronto verbal entre petistas e tucanos em Brasília, mais especificamente no Senado. Em resposta a parlamentares petistas que se revezaram na tribuna para criticar o governador Beto Richa e cobrar um posicionamento do PSDB, o paulista Aloysio Nunes acusou os professores de entrar em confronto com os policiais. “Não há inocentes neste caso, como o senhor quer apresentar”, disse Aloysio nesta quinta-feira, 30, em resposta ao líder do PT no Senado, Humberto Costa. 

Enquanto ocupou a tribuna, o líder do PT culpou o governador do Paraná pelo confronto e cobrou do presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), uma posição sobre o assunto. “Onde está Aécio Neves? Onde está o democrata, o defensor da boa gestão? Onde está o PSDB para aqui defender o indefensável, defender uma gestão temerária e, acima de tudo, a violência cometida contra os trabalhadores?” Antes dele, a petista Gleisi Hoffmann, que é do Paraná, lamentou o episódio e disse que o Estado estava “de luto”.


Segundo o senador tucano, a Polícia Militar do Paraná teve de reagir à tentativa dos manifestantes de invadir a Assembleia Legislativa. Ele afirmou, no entanto, que Richa vai apurar se houve excesso por parte da PM. “Confio na ponderação, no espírito democrático do governador Beto Richa, para que ele mande proceder as apurações, com rigor. Se houver indícios de excessos que possam ser atribuídos a membros das forças de segurança, que eles sejam punidos”, disse.

Comissão. A polêmica não se limitou ao plenário. A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado lançou uma nota de “repúdio à violência policial empregada”. O texto é assinado pelo presidente, o senador Paulo Paim (PT-RS) e faz críticas ao governador do Paraná, Beto Richa. “Foram cenas de horror que aconteceram em virtude da incapacidade de gerenciamento da situação por parte do comando da Polícia Militar local e de seu comandante maior, o governador.” 

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