Sentença contra ex-tenente será conhecida amanhã

O ex-segundo tenente da Polícia Militar, Alessandro Rodrigues de Oliveira, acusado de ser o mandante da execução dos três jovens assassinados na Quarta-Feira de Cinzas de 1999, em uma região de mangue, no município de Praia Grande, poderá ser condenado a uma pena de até 99 anos de prisão, caso o júri aceite a tese da promotoria, de que ele foi o responsável pelos três homicídios triplamente qualificados, além da acusação ocultação dos cadáveres.O julgamento do ex-policial começou nesta terça-feira no Fórum de Praia Grande e, como já havia anunciado anteriormente, o promotor Walfredo Cunha Campos está pedindo pena máxima para o réu, alegando que ele teria comandado toda a ação que resultou na morte dos três rapazes, no crime que ficou conhecido na Baixada Santista como o Caso da Cavalaria. Os quatro policiais do Regimento de Cavalaria da Capital participavam da Operação Verão, que tinha o objetivo de reprimir a onda de crimes na região durante a temporada. Os jovens foram abordados na saída de um baile de Carnaval, na Praia do Itararé, em São Vicente, e levados até um manguezal de Praia Grande, onde foram executados com tiros na cabeça. Os corpos só foram localizados 17 dias após a execução.Os soldados Edivaldo Rubens de Assis, Humberto da Conceição e Marcelo de Oliveira Christov foram condenados a 52 anos, 59 anos e 59 anos e seis meses, respectivamente. O advogado de defesa do ex-tenente, Jaime Camilo Marques, entende que seu cliente não pode ser acusado pelos três crimes, com a alegação de que os outros co-réus agiram por conta própria.Como aconteceu nos três julgamentos anteriores, os familiares das três vítimas acompanharam de perto o trabalho do júri, que começou por volta das 10h30, com a leitura dos autos. A sessão deve ser interrompida por volta das 23 horas, para a retomada amanhã cedo, para que a sentença possa ser proferida no decorrer da tarde.

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