Marcos D'Paula/AE
Marcos D'Paula/AE

Sentença de inglesas acusadas de estelionato será dada na 4ª

Shanti e Rebecca foram presas após tentarem dar o golpe do roubo das malas; elas disseram estar arrependidas

Central de Notícias, com Clarissa Thomé, de O Estado de S.Paulo,

18 Agosto 2009 | 15h34

A leitura da sentença das inglesas Shanti Andrews e Rebecca Turnner, de ambas 23 anos, foi marcada para quarta-feira, 19. As advogadas são acusadas dos crimes de falsidade ideológica, falsa comunicação de crime e tentativa de estelionato. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio, a decisão será divulgada às 15 horas pelo juiz Flávio Itabaiana de Oliveira Nicolau, titular da 27ª Vara Criminal.

 

A audiência de instrução e julgamento das inglesas foi encerrada por volta da meia noite de segunda-feira, com as alegações finais da defesa das turistas. As duas foram presas no dia 26 de julho, ao registrarem a ocorrência de um falso furto na Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat). O objetivo era obter vantagem com o golpe do seguro. Na audiência, elas confessaram os crimes e disseram que estavam arrependidas.

 

Shanti e Rebecca informaram também que estão viajando há nove meses por diversos países do mundo e que tomaram conhecimento desse tipo de golpe em conversa com outros turistas. Elas entraram no Brasil por Foz do Iguaçu, vindas da Argentina. Na segunda-feira, o promotor Juan Luiz Souza Vasquez chegou a propor a transação penal (um acordo) para evitar o julgamento pelo delito de falsa comunicação de crime, cuja pena é inferior a um ano. Em troca, cada uma delas deveria doar R$ 10 mil (cerca de três vezes o que ganhariam com o golpe) para o Instituto Nacional do Câncer. A proposta foi rejeitada pelas inglesas.

 

O suposto furto dos objetos teria ocorrido durante viagem no ônibus que as trouxe de Foz do Iguaçu para o Rio, no dia 13 de julho. As turistas estão respondendo ao processo em liberdade. Elas estão hospedadas num apart hotel no Humaitá, zona sul do Rio. O advogado de Shanti e Rebecca, Renato Tonini, alega que nenhum dos crimes foi consumado, já que elas não receberam o dinheiro do seguro.

 

"Os policiais desde sempre sabiam que o fato por elas narrado não era verdadeiro. Elas jamais conseguiriam que o registro de ocorrência fosse feito, e o existente nos autos só foi confeccionado para permitir que a autoridade policial lavrasse o auto de prisão em flagrante. Portanto, as rés não conseguiriam atender a exigência contratual estabelecida pela companhia de seguro, que exige o registro de furto na polícia para que o seguro seja pago", afirmou.

 

Atualizado às 18h46 para acréscimo de informações.

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