Sentença dos acusados da morte de Liana e Felipe deve sair hoje

Está tudo pronto para o segundo dia de julgamento de Agnaldo Pires, Antonio Matias de Barros e Antonio Caetano da Silva, três dos cinco acusados pela morte dos namorados Liana Friedenbach e Felipe Silva Caffé. O julgamento deve ser reiniciado às 10 horas e há grande expectativa que a sentença dos três seja conhecida ainda nesta quarta-feira, 19.Os acusados chegaram à Câmara Municipal de Embu-Guaçu por volta das 8h50 após passarem a noite em uma delegacia da região. É aguardada a chegada dos jurados, seis homens e uma mulher, que dormiram em um sítio próximo. Pires é julgado sob a acusação de um estupro, Silva, o Tonho Véio, por três estupros e dois cárceres privados, e Barros, o Antonio Nojento, por cárcere privado, porte ilegal de arma e favorecimento pessoal - ele teria escondido uma das armas usadas no crime.Outros acusadosO julgamento não contou com a presença do suposto mentor do crime, R.A.A.C., o Champinha, de 19 anos, como testemunha conforme chegou a ser cogitado. Ele é acusado de ter matado Liana. Como na época tinha 16 anos, Champinha não está sendo julgado: cumpre medida socioeducativa na Febem e deverá estar de volta às ruas em novembro, livre de responsabilidades, de acordo com a lei brasileira. Também não foi julgado o quarto envolvido no bárbaro assassinato: Paulo César da Silva Marques, o Pernambuco, acusado de ter matado Felippe com um tiro de espingarda de chumbo na nuca. Seu advogado entrou com recurso e ele será julgado em outra data.Primeiro diaO julgamento começou às 11 horas de terça, 18. Os três acusados chegaram às 8h25. Como Liana foi mantida em cativeiro e estuprada durante quatro dias antes de ser assassinada, os advogados de defesa tentaram evitar a presença de mulheres no júri, para conter supostos sentimentos de vingança, o que resultou num corpo de jurados composto por seis homens e apenas uma mulher. Após a escolha dos jurados, foi a vez dos depoimentos do três acusados. Agnaldo Pires foi o primeiro seguido de Antônio Caetano da Silva e Antônio Mathias de Barros. Cada um falou por cerca de meia hora. Barros teve cinco testemunhas de defesa. "Meu cliente entrou na história só no último dia. Ele não sabia que Liana estava em cárcere privado. O seu crime foi ter servido um prato de comida para ela", disse a advogada Jéssica Rodrigues.Para Andréia Zuppo Franco, assistente de acusação do Ministério Público Estadual, todos os três têm de receber a pena máxima. "Existem várias maneiras de cometer um crime, desde dar um tiro e matar até ver uma pessoa sendo morta e não fazer nada." Foram ouvidos um dos irmãos de Champinha, que chegou a vê-lo com Liana e o pai da jovem, o advogado Ari Friedenbach, que não quis assistir aos depoimentos.

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