Seqüestrador de Silvio Santos é indiciado pela morte de policiais

A polícia indiciou nesta terça-feira em inquérito o seqüestrador Fernando Dutra Pinto pelo assassinato de dois policiais no flat L´Étoile, em Barueri, na Grande São Paulo, por ter tentado matar um outro policial, por porte ilegal de arma e por uso de documento falso. Fernando nega as acusações e afirma ser inocente. Ele se recusou a responder ao interrogatório. Além dessas acusações, o indiciado é réu no processo sobre o seqüestro da estudante Patrícia Abravanel e do pai dela, o empresário Silvio Santos."Ele estava disposto a responder às perguntas como declarante, como vítima que é, mas não como indiciado, pois é inocente", afirmou a advogada do seqüestror, Simone Badan Caparroz. Na segunda-feira, ela apresentou à Justiça a lista de testemunhas de defesa no caso dos seqüestros. Entre elas está o governador Geraldo Alckmin. "Quero provar que meu cliente não exigiu nenhuma vantagem, mas que usou o Silvio Santos para salvar sua vida."O interrogatório do acusado durou três horas, pois o delegado Carlos Alberto Ferreira Sato, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), fez questão de registrar cada uma das perguntas não respondidas pelo seqüestrador. O indiciamento é baseado nas provas testemunhais e periciais.Fernando afirma que chegou ao flat e foi dominado por dois policiais. Depois, apareceram outros dois que começaram a atirar. O único policial sobrevivente, Reginaldo Nardes, diz que ele e seus dois colegas que morreram tentaram dominar o acusado, mas o criminoso reagiu. Nardes foi ferido no ombro. Silvio Santos afirmou que Fernando confessou-lhe ter matado os dois policiais. A perícia mostrou que de uma pistola apreendida com o acusado saíram os tiros que mataram os policiais.

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