Seqüestrador do ônibus é descrito como uma pessoa violenta

O seqüestrador do ônibus 499, o ambulante André Luiz Ribeiro, é descrito como um homem violento e que ficou transtornado com a separação da mulher, a técnica em radiologia Cristina Ribeiro, de 36 anos, há quatro meses. Ela já havia denunciado o ex-marido em agosto por cárcere privado e por coação, depois de ter sido ameaçada para que retirasse a queixa.Ribeiro e Cristina foram casados por 9 anos e tiveram três meninos, hoje com idades de 2, 4 e 8 anos. Ele trabalhava como vigilante, mas ficou desempregado e passou a vender bichos de pelúcia pelas ruas da Baixada Fluminense. No mesmo período, a mulher empregou-se e começou a estudar enfermagem. "Ele passou a ter crises horríveis de ciúme depois que ela começou a estudar e trabalhar. Cristina estava crescendo como profissional, e ele a acusava de traição, a perseguia", contou a cunhada do ambulante, Heloísa Ribeiro.Heloísa disse que, após a separação, os irmãos o aconselharam a esquecer a ex-mulher. "Ele chegou a passar um mês fora, no interior do Rio. Mas nunca se conformou e voltou com o mesmo pensamento de reatar o casamento. Ele chegou a tentar suicídio e depois fez essa loucura", contou.Ribeiro foi freqüentador pouco assíduo da Igreja Assembléia de Deus dos Últimos Dias, dirigida pelo controvertido pastor Marcos Pereira, famoso por intermediar o fim de rebeliões em presídios utilizando técnicas para "libertar" os detentos do "demônio".

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