Seqüestrador é preso ao voltar da praia

Gilmar dos Santos Neves, de 24 anos, o Mancha, acusado de ser autor de 20 seqüestros e de uma dezena de assaltos, tinha tido uma manhã de sábado, como ele disse, "deliciosa." Banho de mar na Praia da Enseada, no Guarujá, em são Paulo, camarão, casquinha de siri, peixe frito, muita batida de maracujá e cervejas consumidas nos quiosques da orla. No começo da tarde, ao voltar para casa, num bairro do Guarujá, Mancha não suspeitou dos dois homens que estavam próximos da garagem.Um deles, o delegado Edson Santi, do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), usava um boné e vestia a camisa do Santos. O outro, investigador Solano, usava uma camisa do Corinthians. Armado com uma pistola, o bandido parou o carro e ficou surpreso com a presença dos policiais, que apontaram as armas para sua cabeça e avisaram que estava preso. Mancha disse que quando viu os policiais pensou que fossem moradores de rua.Acostumado a espancar as vítimas no cativeiro, o seqüestrador pediu para não ser morto e foi autuado por porte ilegal de arma e uso de documento falso. Santi tentava prendê-lo desde fevereiro, quando começou a investigar e, em seguida, prendeu a quadrilha de Ivan Rodrigues da Silva, o Monstro, responsável pelo seqüestro e pela morte do prefeito de Santo André Celso Daniel. Na semana passada o delegado conseguiu o endereço da casa que o Mancha alugou no Guarujá e mandou dois investigadores para observarem a residência.

Agencia Estado,

05 de janeiro de 2003 | 22h06

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