Seqüestrador exige a presença da irmã para se entregar

O fugitivoValdir Sagim, de 36 anos, que mantém três pessoas reféns em uma casa do bairro São Brás, emCuritiba, desde o início da tarde desta sexta, passou a exigir a presença de sua irmã, que mora emSanta Catarina, como parte das negociações para sua rendição.A decisão foi tomada após uma conversareservada de Sagim com um juiz, que não teve o nome divulgado, mas garantiria a segurança docriminoso.Alegando segurança, a polícia também não divulgou o nome da irmã de Sagim.Ele fugiu da Penitenciária de Florianópolis (SC) em dezembro do ano passado, onde cumpria pena pelamorte de dois policiais rodoviários federais de Joinville (SC) em abril.Desde a fuga, Sagim passou a residirem Curitiba e é o principal suspeito do assalto a um frigorífico de Campo Magro (Região Metropolitana deCuritiba), em dois de janeiro, no valor de R$ 120 mil.A Polícia Federal não tem os nomes das duas mulheres e do homem que estão na casa com o fugitivo,mas não descarta a hipótese de que uma delas seja sua própria mulher, e o casal seja cúmplice, o que nãocaracterizaria um seqüestro, mas uma tática para confundir a polícia.Apesar de não confirmada oficialmente, existe a possibilidade deuma das mulheres mantidas na casa estar grávida. Ela seria conhecida como Jacqueline, companheira docriminoso chamado de Betão, assassinado nesta sexta-feira em Santa Catarina.A informação foi passada pormoradores próximos da rua Nadim Caluf, onde está a casa com Sagim e os supostos reféns.Ex-policial militar, Sagim ameaçou de morte um Promotor de Justiça, um Procurador da República e uma juíza, de Santa Catarina; logo após a sua fuga; que o tornou um dos bandidos mais procurados pela políciado Sul.Nesta sexta-feira, ele e mais dois amigos foram abordados por policiais federais catarinenses, mas Sagim reagiu,trocou tiros e entrou na casa. Seus dois comparsas, conhecidos como Joelson e Bruno, foram detidos.Em uma conversa telefônica, Sagim afirmou que tem metralhadoras e outras armas em seu poder.Adelegada da Polícia Federal do Paraná, Ana Paula Buffaro, está à frente das negociações e cerca de 60policiais militares fazem o isolamento da área.A casa em que Sagim está teve o fornecimento de luz e águacortados no início da noite. As negociações foram paralisadas às 21 horas. Não havia previsão de açãopolicial durante a noite.

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