Seqüestrador gaúcho permanece internado

O seqüestrador gaúcho João Sérgio dos Santos Pereira, de 27 anos, que manteve nove reféns em um táxi-lotação por 27 horas no bairro Bom Fim, em Porto Alegre, está internado desde sábado à noite, no Instituto Psiquiátrico Forense (IPF), na capital gaúcha. Ele foi transferido ainda na tarde de sábado, após debater-se em uma cela do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), onde aguardava para prestar depoimento. Após realizar exames clínicos, várias radiografias e uma tomografia computadorizada no Hospital de Pronto Socorro (HPS), onde nada de anormal foi constatado, retornou ao IPF, onde deverá permanecer por uma semana. Conforme o diretor da instituição, Luiz Carlos Ilafont Coronel, Pereira apresenta um quadro normal desde a manhã de ontem: "Ele apresentava uma grande agitação psicomotora e crise emocional, o que não é nada grave". Esse comportamento de Pereira foi o mesmo que ele teve nos momentos de maior tensão do seqüestro, quando chegou a apontar a arma para a sua cabeça por duas vezes, ameaçando se suicidar, após saber que o seu verdadeiro nome havia sido descoberto pelos policiais militares: "Naquela hora eu temi que algo pior pudesse acontecer, pois parecia que ele estava em surto", lembrou o comandante do Batalhão de Operações Especiais (BOE), tenente-coronel Rodolfo Pacheco, responsável pelos contatos entre policiais e o João Sérgio Pereira. Ao mesmo tempo em que se definiu o seu quadro clínico, também hoje a Justiça gaúcha homologou o flagrante do seqüestrador. A partir de agora o titular da Delegacia de Roubos, delegado Marcelo Moreira da Silva, tem dez dias para enviar o inquérito policial à Justiça. Amanhã, serão enviadas para a perícia a arma e a suposta bomba encontradas com Pereira.

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