Seqüestrador infiltrado em condomínio de luxo é preso

O seqüestrador Eraldo Pereira Parre, de 34 anos, suspeito de integrar uma das principais quadrilhas do País, estava infiltrado em um condomínio de luxo de Sorocaba e passava informações sobre os moradores. Ele vinha trabalhando como pintor residencial no condomínio, onde moram, além de empresários, delegados da Polícia Civil e integrantes do Judiciário. Parre foi preso no final da tarde de quinta-feira, 17, quando saía do trabalho, por policiais da Delegacia Anti-Seqüestro (DAS) de Sorocaba. Ele era um dos últimos integrantes da quadrilha comandada por Pedro Ciechanovicz que continuavam em liberdade. Segundo o delegado Wilson Negrão, titular da DAS, a quadrilha foi responsável pelos seqüestros do empresário João Bertin, dono de um dos maiores frigoríficos brasileiros, libertado em fevereiro de 2003, e do diretor das Lojas Cem, Roberto Benito Júnior, em 2002. Também é suspeita do seqüestro e morte de José Lanaro Júnior, de Sorocaba, filho do dono de uma rede de casas lotéricas.De acordo com Negrão, a função de Parre era a de pesquisar as possíveis vítimas e levantar sua rotina. Com as informações, a quadrilha planejava o seqüestro. Ele tinha sido preso há dois anos, mas foi solto por determinação da justiça em razão da falta de provas. Com o surgimento de novas evidências, voltou a ter a prisão decretada em novembro de 2005.Segundo o delegado, Parre tem uma vasta folha de antecedentes criminais, com registros de roubos, furtos, receptação, porte de arma e formação de quadrilha, além de seqüestro. Nos últimos meses, ele teria mantido contato com membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). Com sua prisão, dos 12 integrantes da quadrilha de Ciechanovicz, resta um em liberdade: Altair Rocha da Silva, que trabalhava como braço armado dos criminosos, está sendo procurado.PCCDois supostos integrantes do PCC, Edmilson Pereira de Cruz, o "Garrincha", de 38 anos, e sua namorada Claudete Aparecida Moreto, de 22, foram encontrados mortos com vários tiros, nesta sexta-feira, em Botucatu, a 225 km de São Paulo. Os corpos estavam no Jardim Riviera, próximo da rodovia Castelinho, ao lado de um Fiat Uno, com placas de São Vicente. De acordo com a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da cidade, os tiros foram disparados contra as cabeças, tórax e costas do casal, o que indicaria uma execução.

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