André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Sequestrador libera refém de hotel em Brasília e se entrega

Jac Souza Santos manteve durante 7 horas funcionário rendido em quarto do 13º andar com um colete que aparentava ter explosivos

Fabio Brandt, O Estado de S. Paulo

29 de setembro de 2014 | 16h22

Atualizado às 16h40

BRASÍLIA - Após sete horas de sequestro, Jac Souza Santos liberou o refém do Hotel Saint Peter, na região central de Brasília, e se entregou à polícia na tarde desta segunda-feira, 29. O sequestrador, depois de se hospedar no hotel, rendeu o mensageiro do estabelecimento, chamado Ailton, e mandou que os hóspedes deixassem o local, informando que seria um ato de terrorismo. 

Durante todo o tempo, ele manteve o refém em um quarto do 13º andar com um colete que aparentava conter explosivos. Santos foi encaminhado à Delegacia de Polícia.

Carta de despedida. A Polícia Civil do Distrito Federal informou que policiais enviados a Tocantins para pesquisar a vida do sequestrador encontraram na casa da família dele, em Palmas, uma carta de despedida.

No texto, o sequestrador pede desculpa a sua mãe e a outros parentes, diz que seu ato é de "desespero" e que após "a tempestade vem a bonança", relatou o chefe da Divisão de Comunicação da Polícia Civil do DF, o delegado Paulo Henrique Almeida.

A Polícia Civil informou que cerca de 150 agentes atuaram nas tentativas de obter a rendição do sequestrador e salvar o refém. Aproximadamente 100 desses homens eram da Polícia Civil, que participou com diversas de suas divisões, como a Divisão de Operações Aéreas, a Divisão de Resgate e a Divisão de Especialistas Antibombas. A Polícia Federal deu apoio na área de inteligência; a Polícia Militar, em inteligência e segurança do perímetro isolado; e a Agência Brasileira de Inteligência, na área de inteligência. 

Hotel. Apesar das reivindicações mostrarem revolta do bandido com posições do PT, como a oposição à extradição de Battisti, a Polícia disse que a escolha do hotel foi aleatória. Ainda segundo o delegado Almeida, a escolha do 13º andar do hotel teve conotação política, pois 13 é o número eleitoral do PT.

No ano passado, o hotel foi centro de uma polêmica durante julgamento do mensalão, pois ofereceu emprego ao ex-ministro José Dirceu, condenado no processo.

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