Sequestrador no RS ainda pode aguentar alguns dias, diz polícia

Brigada Militar afirma que 'negociações são ininterruptas' e que ainda não planeja invadir a residência

Elder Ogliari, de O Estado de S. Paulo,

15 de fevereiro de 2010 | 14h05

A Brigada Militar segue sem previsão para a libertação da mulher que é mantida sob cárcere privado pelo ex-marido desde às 23h30min de sexta-feira em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre. O subcomandante da corporação, coronel Jones Calixtrato dos Santos, disse que as negociações são ininterruptas, o que pode levar a um acordo a qualquer momento, mas, ao mesmo tempo, confirmou que o sequestrador, que trabalha como vigilante, está acostumado a passar noites em claro e pode resistir por mais alguns dias. "Ele aguenta por muito tempo ainda e a Brigada Militar ainda tem muito tempo para negociar", afirmou, durante entrevista coletiva aos repórteres que estão de plantão diante da casa, sob chuva, nesta segunda-feira.

 

A tática da Brigada Militar não é invadir a casa e nem cortar o fornecimento de água e energia elétrica, mas levar o sequestrador a se entregar pelo convencimento. Para isso, oferece garantias de que ele não será agredido quando sair da casa.

 

O drama já dura mais de 60 horas. Na noite de sexta-feira, o vigilante Rodrigo Luz, de 32 anos, invadiu a casa da sua ex-mulher Josiane Pontes, de 29 anos, onde também estavam os filhos do casal, de 11 e 8 anos. Inconformado com a recente separação, ele faz ameaças à família e chegou a disparar contra um cunhado da mulher que entrou no pátio. A bala raspou o pescoço, sem provocar ferimentos. Ao amanhecer, já cercado pela polícia, Luz libertou as crianças.

 

Segundo o subcomandante da Brigada Militar, o vigilante chegou a fazer dois acordos para se entregar, à meia-noite de sábado e às 20h30min de domingo, mas recuou. Santos também informou que o casal estabeleceu um convívio pacífico e tem se alimentado do estoque de mantimentos que a mulher tinha em casa.

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