Seqüestradora de Pedrinho vai cumprir pena em regime aberto

Vilma Martins ganhou direito a progressão de regime, benefício dado a quem tem bom comportamento na prisão

Fabiana Marchezi, estadao.com.br

17 de junho de 2008 | 16h37

A ex-empresária Vilma Martins Costa, condenada em 2003 a 15 anos e nove meses de prisão pelos seqüestros de Pedro Rosalino Braule Pinto, o Pedrinho, e de Aparecida Fernanda Ribeiro da Silva, batizada de Roberta, ganhou nesta semana o direito de cumprir a pena em regime aberto. Segundo o Tribunal de Justiça de Goiás, a decisão vale a partir de sexta-feira, 20. Ela ficou com os dois por cerca de 20 anos e o crime só foi descoberto após uma denúncia feita em 2002.   Vilma seqüestrou as duas crianças nas maternidades de Brasília e Goiânia. A progressão de regime, prevista em lei, beneficia presos que já cumpriram um sexto da condenação e que apresentam bom comportamento na cadeia. A ex-empresária cumpria a sentença em regime semi-aberto, na Casa do Albergado, em Goiânia.   O juiz Éder Jorge, da Vara de Execuções Penais, concedeu o benefício a Vilma. Com a decisão, ela ficará na cadeia só para dormir, podendo passar o dia nas ruas de Goiânia. "Ela continuará na Casa do Albergado, porém terá liberdade plena, durante o dia, e deverá pernoitar na prisão à noite a partir das 21 horas", disse o juiz. Segundo ele, a ex-empresária ganhará liberdade total no segundo semestre.   Embora esperada desde o começo do ano, a decisão do juiz surpreendeu, porque a ex-empresária cometeu várias infrações penais. Enquanto cumpria pena no semi-aberto, nos últimos dois anos foi vista passeando num shopping de Goiânia e se divertindo num pesque-pague. Também teve algumas de suas internações médicas, para tratamento de pressão arterial, contestadas.   Em abril deste ano, o Superior Tribunal Federal (STF) negou pedido de habeas-corpus feito por Vilma. Nesse pedido, ela tentava extinguir a possibilidade de ser punida por forjar parto alheio como próprio, um dor crimes pelo qual foi condenada.   (Colaborou Rubens Santos, de O Estado de S.Paulo)   Atualizado às 18h30

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