Seqüestradores fogem de prisão no interior paulista

Três seqüestradores que atuam na região de Campinas fugiram, nesta madrugada, da Cadeia de Americana, junto com outros 23 presos. Sete foram recapturados logo em seguida. Até esta tarde, 18 continuavam foragidos, inclusive os seqüestradores Zaqueu Ferreira da Silva, Carlos Fabiano Catozi e Jefferosn dos Reis, integrantes da quadrilha de José Carlos Corsimo e Moacir Pinto da Silva. Ao grupo são atribuídos dois seqüestros ocorridos no ano passado, em Monte Mor e Piracicaba. Os seqüestradores haviam sido presos neste ano por policiais da Delegacia Anti-Seqüestro de Campinas (Deas). Esta é a segunda fuga na região, em cinco dias.No sábado, outro seqüestrador, Nivaldo Andrade de Góis, conhecido como Bóris, membro da quadrilha do seqüestrador Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, fugiu da Cadeia de São Bernardo, em Campinas, com mais 15 presos.Nos dois casos há suspeita de negligência. Um inquérito foi aberto na segunda-feira para apurar a fuga em Campinas. Outro deverá ser criado para investigar a ocorrência de Americana. Policiais da Deas não entendem por que seqüestradores perigosos permaneciam detidos em cadeias incapazes de segurá-los. "Não adianta prender se eles fogem", disse um investigador que não quis se identificar.Um funcionário da Cadeia de Americana, que também não se identificou, reconheceu que o local não tem condições de abrigar presos perigosos. Segundo ele, a cadeia comporta 320 detentos, mas abriga o dobro, 640. Durante o plantão, à noite, a segurança é feita por cinco policiais, conforme o funcionário. Os presos de Americana fugiram por um buraco cavado no chão de uma cela, que havia sido descoberto pela polícia ontem. A cela foi interditada e o buraco, coberto com concreto. Hoje, por volta da 1h30, os presos romperam o cadeado da cela onde estavam, o da cela vizinha, removeram o concreto e fugiram pelo buraco. Apesar da confirmação da fuga de três seqüestradores de Americana, a Secretaria Estadual de Segurança Pública informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que "não havia presos de grupo criminoso organizado ou perigosos entre os 25 fugitivos". A Secretaria não esclareceu por que os seqüestradores estavam detidos em locais sem estrutura para abrigá-los, nem sobre a suspeita de negligência. Também não informou se serão tomadas medidas para evitar novas fugas na região.

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