Seqüestradores não sabiam quem era Daniel, diz delegado

Os seqüestradores do prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT), não sabiam quem estavam levando. Essa é a principal hipótese investigada pela polícia, que ainda não descarta a possibilidade de um crime político. A razão de a polícia apostar na primeira hipótese é o fato de o prefeito estar no banco do passageiro, vestindo terno e gravata, enquanto que o empresário, dono carro, trajava uma roupa mais informal e dirigia o veículo, um Mitsubishi Pajero blindado, que, para a polícia, chamou a atenção da quadrilha. São comuns os casos de seqüestro na zona sul de São Paulo em que as vítimas são escolhidas em função do carro que utilizam. O prefeito foi seqüestrado por volta das 23h30, no Sacomã. Os criminosos perseguiram o veículo, atiraram e bateram no carro para forçá-lo a parar. De acordo com o delegado geral da Polícia Civil de São Paulo, Marco Antonio Desgualdo, os bandidos não haviam mantido contato com a família do prefeito ou com a prefeitura até o início da tarde. "Abrimos o leque de investigação e não descartamos a hipótese de crime político", disse. Três departamentos da polícia foram mobilizados para apurar o caso. De madrugada, o secretário de Segurança Pública, Marco Vinicio Petreluzzi, e a cúpula da Polícia Civil estiveram no local. O governador Geraldo Alckmin passou a noite informando-se do caso por telefone. O secretário e os policiais mantiveram contatos com políticos do PT, buscando informações que pudessem auxiliar as investigações. No fim do ano passado, o prefeito Celso Daniel e outros políticos do PT receberam cartas com ameaças.

Agencia Estado,

19 de janeiro de 2002 | 13h40

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