Seqüestradores recebem quatro refeições por dia

Os seqüestradores de Washington Olivetto recebem quatro refeições por dia no Centro de Readaptação Penitenciária (CRP), o anexo de segurança máxima da Casa de Custódia de Taubaté. Comem carne, frango e peixe. Suas celas têm oito metros quadrados, com cama, colchão e cobertores. Por razões de segurança, a direção do presídio impede que tenham contato com presos brasileiros, pois teme alguma ação dos outros detentos contra os seqüestradores. Por isso, eles saem uma vez por semana, por uma hora, para o banho de sol no pátio. A maioria dos outros detentos sai de suas celas quatro vezes por semana. Maurício Hernández Norambuena e os outros três homens presos pelo seqüestro só têm contato com o mundo exterior por meio de cartas. O CRP abriga ainda parte da liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC) e outros bandidos perigosos, como o seqüestrador Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho. Um semestre - O planejamento do seqüestro de Olivetto durou cerca de seis meses. O publicitário foi apanhado no dia 11 de dezembro, quando saía da sede de sua agência, a W/Brasil, em Higienópolis. Ele foi levado para um cativeiro em uma casa no Brooklin, onde ficou em um cubículo de três metros quadrados até sua libertação, em 2 de fevereiro. O seqüestro acabou após a prisão dos seis acusados em uma chácara, em Serra Negra.

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