Seqüestradores "venderam" refém a outra quadrilha

Os homens que seqüestraram Antenor Braido venderam o jornalista por R$ 4 mil a uma outra quadrilha assim que viram em uma emissora de televisão e em um jornal da capital que ele havia sido secretário de Comunicação Social de Celso Pitta (PSL) e ainda assessorava o ex-prefeito. De acordo com a polícia, os dois homens que dominaram o jornalista quando ele entrava em seu Honda Civic, em Moema, pretendiam fazer umseqüestro relâmpago, pedindo que retirasse dinheiro em vários caixas eletrônicos.Ao tomarem conhecimento de que Braido era assessor de Pitta, no entanto, os seqüestradores passaram a acreditar que ele tinha dinheiro e poderiam pedir uma quantia maior pelo resgate, segundo apurou a polícia.Como não tinham estrutura para manter o refém porvários dias, decidiram vendê-lo a uma quadrilha com melhores condições para esconder o jornalista. Assim, na quarta-feira, dia 17, Braido foi levado para outro cativeiro. Essa informação conta com a confirmação do próprio assessor."Demonstrando nervosismo, os marginais me levaram para outro lugar, onde fiquei com os olhos vendados e amarrado a uma cama", contou ojornalista.Lucro "Essa outra quadrilha acabou tendo lucro, poisa família de Braido pagou resgate de R$ 34.200,00", disse um policial, que pediu para não ser identificado.Policiais da Divisão Anti-Seqüestro (DAS) jáidentificaram alguns dos seqüestradores, que estão foragidos. Eles seriam da Favela Santa Catarina, próxima aos locais ondeBraido foi seqüestrado e abandonado. Os nomes dos bandidos não foram divulgados, para não prejudicar as investigações.

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