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Seqüestro acaba com morto e ferido em Foz

Um seqüestro que demorou cerca de três horas, nesta quinta-feira à tarde, em Foz do Iguaçu, PR, terminou com a morte do seqüestrador e ferimento grave na cabeça de um dos reféns, o dentista Marcelo Cardoso Leite, 31 anos.Sua secretária Ana Somavila, teve apenas ferimentos leves. O seqüestrador foi identificado como Luciano dos Santos Dutra, de 22 anos, de Ponta Grossa (PR). Leite está internado na UTI da Santa Casa de Foz do Iguaçu. Provavelmente, Dutra chegou na manhã desta quinta à cidade com um grupo de excursão. A polícia encontrou uma chave em seu bolso, mas o hotel não tinha sido identificado.Ainda pela manhã Dutra procurou a Dentalclin, no centro da cidade, pedindo um atendimento de emergência. Foi-lhe dito que voltasse às 14 horas. Ele pagou a consulta antecipadamente. À tarde retornou, rendendo com uma arma a secretária e o dentista, mandando que a porta fosse fechada, provavelmente com a intenção de um assalto. Logo depois, chegou a esposa do dentista, Shenia Carla Vaz Leite, que também foi rendida.Os vizinhos perceberam a movimentação estranha e avisaram a polícia. Quando o primeiro carro policial chegou, a mulher do dentista foi libertada com a missão de dizer que não havia nada de anormal. No entanto, a insistência dos vizinhos fez com que outros carros policiais chegassem, e o seqüestro confirmou-se, com o assaltante passando a ameaçar a vida dos reféns.Foram mobilizados para o local 80 policiais, alguns deles atiradores de elite, cinco delegados e dois promotores de Justiça. O seqüestrador pediu então R$ 20 mil, um carro e colete à prova de bala para fugir com os reféns. O dinheiro e o carro foram providenciados pela família do dentista. Às 17 horas, quando deveria começar a negociação, ouviu-se um tiro, e, logo, outros se seguiram. A polícia afirma que Dutra se negou a fazer qualquer acordo que não envolvesse sua saída com os reféns e deu o primeiro tiro contra a cabeça do dentista.Com o seqüestrador morto, a secretária da clínica foi libertada. A perícia estava fazendo exames para ver se Dutra se matou ou se foi morto pela polícia.

Agencia Estado,

21 de junho de 2001 | 21h17

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