Seqüestro de empresário termina em tiroteio e morte

Um adolescente de 16 anos morreu durante um tiroteio compoliciais miliatres. O irmão e a namorada, ambos com 15 anos, foram detidos pela polícia, que conseguiu prender também dois adultos, na Favela Areão, na Av. Presidente Altino, no bairro do Jaguaré, Zona Oeste da capital. Os cinco e outros três, que conseguiram fugir, participaram, ontem por volta de 13h00, do seqüestro de um empresário da construção civil, que foi libertado no início da noite.O mentor do seqüestro foi o pedreiro Edmiro Ferreira do Nascimento, de 28 anos. Ele trabalhava para o empresário, de 46, cuja identidade a polícia está mantendo incógnita, por causa dos criminosos que ainda estão em liberdade.Foi demitido e, ontem, deveria assinar a rescisão do contrato, mas não compareceu na empresa, à Rua Barão de Antonina. Quando saía para almoçar, em seu Corola, o empresário foi surpreendido pelos criminosos armados, que o levaram em seu próprio veículo.O carro foi abandonado em um matagal no lado oposto da na favela, próximo à Marginal do Rio Pinheiros. A polícia foi informada, através de telefonema anônimo, de que havia um refém na Favela do Areião.Houve cerco a favela e ao procurar pelo barraco os policiais o encontraram apenas com a vítima amarrada. O empresário contou que os seqüestradores tinham acabado de fugir. Houve perseguição e tiroteio. Cristiano Gonzaga da Silva, de 16 anos, fugiu em direção à linha de trem que passa no local e acabous baleado. Morreu quando era socorrido.Retornando à favela, os PMs encontraram a adolescente J.M.S., de 15 anos, namorada de Cristiano, que está no quarto mês de gravidez, e o irmão dele, L.G.D, também de 15 anos. Eles também participaram do seqüestro. "Alemão", cujo nome é José CláudioSilvestrone Silva, de 22 anos, estava escondido em outro barraco, juntamente como pedreiro Edmiro, mentor do seqüestro. Ambos foram presos e autuados em flagrante no 91º DP - Ceasa/Vila Leopoldina.Segundo a polícia foram apreendidos com os seqüestradores cartõesbancários e de crédito pertecentes à vítima. Ainda não se sabe que eles chegaram a sacar algum dinheiro. Os familiares do empresário não receberam nenhum telefonema exigindo resgate.

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