Seqüestro em Porto Alegre passa de 24 horas

O seqüestro de um taxi-lotação, na avenida Oswaldo Aranha, em Porto Alegre já dura 24 horas. Pelo menos cinco pessoas continuam em poder do seqüestrador. Dizendo chamar-se Paulo, ser um técnico em eletrônica e nunca ter praticado delito algum, o seqüestrador está armado com um revólver e diz ter uma bomba. Os contatos com a polícia são feitos através de um aparelho celular. Os policias afirmaram já ter a identificação do seqüestrador que não será divulgada até o fim do caso. Quem está comandado as negociações é o coronel Tarso Marcadella, que sustenta a tese de que o seqüestrador deverá ser vencido pelo cansaço. Dezenas de policiais passaram a madrugada cercando o coletivo. Três idosas - Ana Luiza Delfino Pires, 65 anos; Leni Leon Pessin, 70 anos; e Maria Dewes, 51 anos - já foram liberadas, trocadas por comida, água e dois dos pneus do lotação que tinham sido furados pelos policiais. Ainda permanecem no microônibus o seqüestrador, o motorista Claudio da Silva Costa, os passageiros Elisa Regine Ronchetti, Maria Clara Pinheiro, contadora; Luis Carlos Guimarães, gerente de uma agência da Caixa Econômica Federal; Marina Pessin; e uma sexta pessoa não identificada. Quando chegou à Avenida Osvaldo Aranha, quase no centro de Porto Alegre, o seqüestrador exigia um helicóptero e R$ 500 mil. A partir das 2 horas, as baterias dos celulares acabaram e a comunicação passou a ser feita por bilhetes. Por volta das 4h30, o sequestrador exigiu um carro forte e mais R$ 300 mil. Além disso, ele pediu cigarros, e Marcadella tentou fazer a troca por mais um refém, mas Paulo disse que preferia ficar sem cigarro, do que soltar mais alguém. Familiares dos reféns acompanham as negociações em um edifício da Corregedoria, em frente ao local em que se encontra o veículo.

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