Sequestro frustrado vira arrastão

Bando invade prédio à procura de parentes do piloto Felipe Massa

Daniela do Canto e Ricardo Valota, O Estadao de S.Paulo

01 Julho 2009 | 00h00

Um grupo formado por 15 homens armados com fuzis e pistolas roubou três apartamentos no Edifício Weber Art, na Vila Leopoldina, área nobre na zona oeste de São Paulo, no início da madrugada de ontem. Segundo a polícia, a quadrilha perguntou às vítimas onde moravam os familiares do piloto de Fórmula 1 Felipe Massa. Por isso, os policiais acreditam que a intenção não era fazer um arrastão, mas sequestrar algum parente do piloto. O bando fugiu e não foi capturado até a noite de ontem. A Assessoria de Imprensa de Massa informou que um tio do piloto mora no prédio. Ainda segundo a assessoria, o apartamento dele não está entre os roubados e, por isso, a tentativa de sequestro não seria comentada. Segundo a Polícia Civil, o bando roubou um carro Mercedes para a fuga, joias, objetos pessoais e dinheiro - dólares e euros -, além de celulares. O edifício Weber Art tem quatro apartamentos em cada um dos 18 andares e fica na Rua Carlos Weber. A segurança do local é terceirizada. De acordo com a polícia, a quadrilha invadiu o prédio no intervalo do fechamento do portão da garagem, quando um carro entrava no local. As vítimas foram uma bancária de 47 anos, um empresário de 41 anos e uma dona de casa de 34 anos. Eles não se feriram, mas foram obrigados a permanecer algemados por quase 30 minutos em um banheiro utilizado pelos porteiros do prédio, localizado no térreo. Na hora da fuga, os criminosos levaram o carro do empresário. O veículo foi localizado duas horas depois, abandonado na Estrada de Pirajuçara, na zona sul da cidade. Ele não foi danificado. De acordo com moradores, que pediram para não ser identificados, apesar de a rua ser tranquila, uma assembleia foi realizada há uma semana para discutir a instalação de uma segundo portão na garagem, que daria mais segurança à entrada e saída dos carros. O portão seria um tipo de "sistema gaiola", em que o carro fica parado entre duas grades. A polícia também acredita que outra parte da quadrilha estava do lado de fora do edifício para dar cobertura na hora do roubo, que aconteceu por volta de meia-noite. SEM IMAGENS De acordo com a tenente Iara Maria de Oliveira, do 4º Batalhão da Polícia Militar, embora o prédio tenha circuito interno de segurança, não há imagens que possam auxiliar a polícia nas investigações porque a quadrilha roubou os computadores do local. O caso foi registrado no 91º Distrito Policial (Ceasa) como roubo. COLABOROU CAMILLA HADDAD

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