Seqüestro no Rio lembra desfecho trágico do ônibus 174

O impasse no seqüestro de passageiros em um ônibus da Viação Trapiá, que fazia a linha 499 (Cabuçu/Central do Brasil), que estão sendo mantidos reféns desde a manhã desta sexta-feira, 10, na região de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, lembra o caso do ônibus 174, que teve desfecho trágico em 2000 com a com a morte uma mulher mantida refém e do seqüestrador pelos policiais. O caso transmitido ao vivo em rede nacional foi acompanhado por milhões de brasileiros, teve repercussão internacional e virou documentário pelo diretor José Padilha dois anos depois. No dia 12 de junho de 2000, na cidade do Rio de Janeiro, os passageiros da linha 174 foram mantidos como reféns por mais de quatro horas pelo assaltante Sandro do Nascimento que o invadiu o ônibus que fazia o trajeto Gávea-Central do Brasil, no Jardim Botânico, na zona sul, por volta das 14 horas. Agressivo e descontrolado, ele recusou-se a negociar com a polícia, ameaçando constantemente os passageiros com um revólver calibre 38. Às 18h47, após liberar o quarto dos 11 reféns, o criminoso desceu do ônibus usando como escudo a professora Geisa Firmo Gonçalves, de 20 anos. Um policial militar precipitou-se e atirou duas vezes contra Nascimento, que revidou baleando a refém. Sandra levou quatro tiros e morreu no Hospital Miguel Couto. O criminoso foi dominado e acabou morto pela polícia.

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