Seqüestros que ainda não foram esclarecidos

Alguns dos mais importantes seqüestros ocorridos nos últimos anos em São Paulo continuam impunes. São casos como o do banqueiro Ezequiel Nasser, do empresário Abrahão Zarzur, do piloto Zeca Giaffone e do comerciante Girsz Aronson. A suspeita da polícia é que, por trás de alguns deles, esteja a quadrilha chefiada por Pedro Ciechanovicz.A falta de solução atinge casos mais antigos, como os dos publicitários Luis Sales e Geraldo Alonso, e do banqueiro Antonio Beltran Martinez. Neles, a polícia tem indícios e provas que apontam como autores grupos treinados em Cuba, como o Movimento Esquerda Revolucionária (MIR) e a Frente Patriótica Manoel Rodrigues (FPMR). Mas até hoje ninguém foi condenado pela Justiça.O mais antigo caso sem solução é o do banqueiro Martinez, ocorrido em 1986. Ele passou 41 dias no cativeiro e foi solto depois de pagar US$ 4 milhões. Sales foi levado em 1989. Após 65 dias, foi libertado em troca de US$ 2,5 milhões. Em 1992, foi a vez de Alonso, cujo resgate foi de US$ 3 milhões.Em 1994, ocorreu o mais misterioso dos casos, o do banqueiro Nasser. Neste, a polícia não tem provas contra os autores. Nasser pagou US$ 3 milhões e foi solto após 75 dias. Outro crime do qual a polícia não tem pistas é o do piloto Zeca Giaffone, ocorrido em 2000. Sua família pagou R$ 65 mil de resgate.Em dois outros casos sem solução a polícia desconfia de Ciechanovicz. São os de Zarzur e de Aronson, libertado em 1998 por US$ 300 mil. Dois anos depois, foi a vez de Zarzur, solto após 44 dias de cativeiro. A família não revelou quanto pagou.

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