Seqüestros-relâmpago são prioridade, diz governador

O governador Geraldo Alkmin (PSDB) admitiu que "o grande desafio do mundo moderno é a segurança pública" e que, em São Paulo, ao mesmo tempo em que alguns índices de criminalidade estão baixando, cresce o número de seqüestros-relâmpago. "Por isso, estamos criando delegacias anti-seqüestro em São Paulo, Campinas, Santos e São José dos Campos. Até mesmo um dos helicópteros que serviam ao governador foi colocado à disposição para combate a esse tipo de crime e para o aumento da segurança", disse.Já o secretário-adjunto de Segurança Pública, Mário Papaterra Limongi, reconheceu que "a audácia dos marginais tem aumentado", mas destacou que "a repressão policial também aumentou, e o sucesso da polícia nesse confronto é inegável". Segundo ele, a onda de seqüestros-relâmpago está se espalhando por todo o Estado porque "eles estão substituindo o roubo, e houve migração do marginal que antes batia carteira para a pratica do seqüestro-relâmpago, muitas vezes com pedidos irrisórios de resgate".Segundo Papaterra, nesse tipo de crime "o marginal conta com o fato de a vítima ser sua aliada, no sentido de dificultar a repressão imediata da polícia, que tem de ser mais prudente justamente por conta da existência da vítima". Ele acredita que o reforço que está sendo dado no combate a esse tipo de crime vai dar resultados a médio prazo. "Algumas quadrilhas importantes devem ser desbaratadas, e isso vai diminuir o número de seqüestros, com certeza".

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