Sérgio Cabral diz que não vai tolerar milícias no Rio

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, comparou nesta quarta-feira, 7, a ação das milícias nos morros do Rio a grupos paramilitares colombianos e declarou que não vai tolerar a presença desses grupos no Estado. "Isto é o fim do mundo. Não vamos tolerar", disse o governador a jornalistas. "Em Bogotá os grupos paramilitares foram aceitos pelas comunidades e hoje há vários problemas por conta disso", acrescentou Cabral. O governador acredita que o avanço das milícias nas favelas fluminenses é uma conseqüência da ausência do Estado nas comunidade carentes. "Isto está acontecendo porque o Estado estava ausente, tanto na área social, como na área de segurança", disse Cabral.Segundo ele, as milícias representam um poder paralelo, assim como o tráfico de drogas. "Não podemos tolerar um Estado paralelo, seja de traficantes ou de milícias". No último fim de semana, confrontos entre milícias e traficantes na zona norte do Rio de Janeiro resultaram na morte de sete pessoas e deixaram dez feridos. As milícias são grupos formados por ex-policiais e policiais da ativa, que atuam fora de serviço, expulsando os traficantes das favelas e cobram taxas dos moradores prometendo segurança nas comunidades. O serviço de Disque-Denúncia já recebeu mais de 300 ligações sobre as milícias no Rio. A Assembléia Legislativa do Estado estuda a abertura de uma CPI para investigar a ação ilegal. Homens da Força Nacional de Segurança (FNS) continuam realizando exercício de treinamento na favela Tavares Bastos, no bairro do Catete, zona sul da cidade. Em breve eles vão ajudar a polícia militar e civil em ações nas favelas da região metropolitana. Outros pelotões da FSN mantém um patrulhamento nas divisas do Estado. Nesta madrugada, 20 quilos de maconha prensada foram apreendidos dentro de um ônibus interestadual, que vinha de São Paulo e tinha como destino Volta Redonda. A droga estava com uma menor que foi presa em flagrante. Em Itaperuna, no norte do Estado, a Força Nacional apreendeu na noite de terça-feira nove quilos de maconha e uma arma com numeração raspada. O material estava com um homem que seguia para a Bahia. "Os resultados da Força Nacional de Segurança já começam a aparecer", disse o secretário de Segurança do Estado, José Mariano Beltrame.

Agencia Estado,

07 Fevereiro 2007 | 13h46

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