Sérgio Cabral ''lança'' Marta para Prefeitura de SP

Convidada para o lançamento da campanha Rio sem Homofobia, do governo do Estado, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) foi saudada ontem, a 400 quilômetros de seu domicílio eleitoral, como futura candidata à Prefeitura de São Paulo pela plateia formada principalmente por gays, lésbicas, travestis e transexuais.

Luciana Nunes Leal,

17 de maio de 2011 | 02h36

O governador Sérgio Cabral, do PMDB, cumprimentava "a grande prefeita de São Paulo" quando várias pessoas começaram a gritar: "Ela vai voltar". Cabral, então, reforçou o coro. "Ela vai voltar a ser prefeita de São Paulo", afirmou, durante o discurso. Mas, em seguida, emendou: "Deixa ela escolher, gente. Não tenho nada com isso".

O entusiasmo da militância gay acontece no momento em que o PT discute um nome para a sucessão do prefeito Gilberto Kassab e que o PMDB prepara a festa de filiação do deputado Gabriel Chalita, que acaba de deixar o PSB. Chalita disse ter a garantia do principal líder peemedebista, o vice-presidente Michel Temer, de que será o candidato do PMDB à Prefeitura paulistana.

Para não parecer contrário à opção do PMDB por Chalita, Cabral reiterou os elogios a Marta, mas evitou polêmicas partidárias e repetiu: "Eu não tenho nada a ver com isso, pelo amor de Deus". Marta não falou sobre disputa eleitoral e apenas agradeceu o carinho da plateia.

A senadora fez muitos elogios a Cabral pela campanha contra a homofobia. Em seu discurso, o governador brincou com Marta dizendo que "a parada gay da Avenida Atlântica é a mais charmosa do mundo" e que a ex-prefeita tinha "todo direito" de defender a manifestação da Avenida Paulista.

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