Serra acha ''satisfatório'' táxi

Governador não vai renovar convênio com ambulância

Luísa Alcalde, O Estadao de S.Paulo

12 de dezembro de 2008 | 00h00

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse ontem considerar "satisfatória" a forma como os passageiros que passam mal nas dependências do Metrô são atendidos e transportados a hospitais. Conforme revelou reportagem publicada ontem, a empresa precisa usar um convênio informal com taxistas para encaminhar passageiros ao atendimento médico.Serra disse que não renovará o convênio com ambulâncias, extinto há cinco anos. Para ele, "não faz sentido" ter uma ambulância de plantão em cada estação. "Tem atendimento médico, avaliação e chama-se o transporte quando é necessário", afirmou, após vistoriar um novo trem no Pátio de Manutenção de Trens de Itaquera."Táxi é um pedaço só, tem todo um esquema", disse o secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella. Ele afirmou que há médicos nas estações que fazem uma avaliação dos passageiros, mas a própria Assessoria de Imprensa do Metrô desmente a informação. "Não existem médicos nas estações nem nunca existiu", rebateu Benê Barbosa, do Sindicato dos Metroviários.O diretor do Centro de Treinamento e Pesquisas em Emergências Cardiovasculares do Instituto do Coração, Sérgio Timerman, voltou a criticar o fato de os passageiros serem transportados em táxis e a avaliação de saúde ser feita por funcionários. "Esse papel é do médico." Em nota, a companhia confirmou as informações publicadas ontem e disse que mantém nas estações funcionários treinados pelo Hospital das Clínicas. "Eles estão capacitados a prestar o primeiro atendimento a passageiros que eventualmente passem mal." A companhia afirma ainda que "o transporte por meio de táxis foi adotado para aumentar a agilidade no atendimento aos usuários".

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